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Concílio com sotaque nordestino...

 

Não só de sessão plenária vivencia-se um Concílio, “ôxente”! Nordestino dos bons gosta de um sorriso largo, de um abraço “acochado”, de uma conversa “arretada”. Afinal, numa região tão grande, reunir o povo “todim” no mesmo canto é “de caju em caju”, “vice”?!

 

E “repara”: a gente recebeu uma “ruma” de gente boa que veio dos “cafundó” desse Brasilzão. Ninguém ficou “cabreiro”, porque a gente fez de “um tudo” pra deixar “tudim” à vontade.

 

Na hora das plenárias, quem tentasse “degringolar” a boa ordem das coisas tinha que enfrentar o martelinho da nossa bispa. Pense numa mineira “boa de vera”. “Varêite”!

 

Um “galalau” balançava o sino pra chamar os/as delegados/as na hora dos intervalos. Assim, mesmo quem é “batoré” (como eu) conseguia ver a hora que ele chegava! O “galalau” era o nosso querido pr. André. Pense num “caba bom”!

 

O dia era cansativo “que só”, mas pra tirar a “murrinha”, depois de um bom banho, ninguém ficava “malamanhado”. A mulherada vinha pra sessão da noite toda “empiriquitada” e os homens “nos trinques”.

 

A pra. Mara Pedro e o irmão Samuel Costa (juvenil) sentiram umas “gastura”, “tadinhos”! Mas “nadica” de ficarem “jururu” ou fazerem “pantim”. Rapidinho eles recuperaram a “sustança”, deram uma “rabiçaca” no mal estar e ficaram novinhos em folha.

 

Mesmo “atolada” de trabalho, a Equipe de Apoio não perdia o bom humor, a gente ficava “abestado” de ver tanta disposição! 

 

Apesar dos “moídos” de idéia e opinião - isso é normal num Concílio - , não teve “chafurdo”, “faniquito” nem “fuzuê”. A reunião foi das boas.

 

Agora chega de “arrudeio”, sei que todo mundo vive mermo é “avexado” e pra não “empaiar” ninguém eu termino essas linhas desejando que a gente fique “pastorando” uns aos outros e nada de “entregar a rapadura”. Que ninguém saia “desembestado” falando “miolo de pote”, porque a linguagem da paz, da unidade e do amor esta é a que nos une. Portanto, “fique peixe”! E “inté” a próxima...

 

P.S1 Se você não é nordestino, é capaz de “mangar” da gente, mas não se “avexe”, naum!  Se quiser “arremedar” nosso vocabulário é só “filar” a lista “acolá”.

 

P.S2 “Dou por visto” que neste texto há expressões que os/as próprios/as nordestinos/as desconhecem! É que o Nordeste tem uma diversidade lingüística e cultural tão grande que, apesar de estarmos na mesma região, falamos de modo diferente, tanto no vocabulário quanto na entonação das palavras.

 

Patrícia Monteiro, nordestina do Ceará

 

Palavreado do Nordeste – algumas expressões típicas dos diversos Estados da região 

 

abestado – bobo, abestalhado;

acocho –aperto, arrocho;

arretado - algo muito bom ou então alguém irritado;

arrodeio – dar voltas

atolado - tendo muito trabalho para fazer , "sufocado" de trabalho;

boa de vera – bom/boa de verdade;

cabra ou caba – homem; sujeito; pessoa do sexo masculino

cabreiro – desconfiado;

cafundó – lugar muito longe;

degringolar – desordenar, desorganizar, algo que dá errado;

de caju em caju – de tempos em tempos;

empaiar – atrapalhar; fazer alguém perder tempo;

empiriquitado – enfeitado;

entregar a rapadura – significa desistir; renunciar a alguma coisa;

faniquito – desmaio, chilique;

fuzuê – barulho, confusão;

filar – colar;

gastura – incômodo, mal-estar;

galalau – homem alto;

inté – até logo;

mangar – caçoar; rir de alguém;

miolo de pote - bobagem

moído - confusão

nadica – nada;

nos trinques – nos conformes; com boa aparência;

pantim – exageros, espantos;

pastorar – vigiar; tomar conta

rabiçaca – sacudidela, movimento;

sustança – força, vigor;

varêite – expressão de espanto

 

Fontes consultadas:

 

GASPAR, Lúcia. Expressões populares. Pesquisa Escolar On-Line, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://www.fundaj.gov.br>.

 

Dicionário do Nordeste, de Fred Navarro;

 

Dicionário Cearense de Palavras, on line.  http://ocearense.blogspot.com/2009/03/dicionario-cearense-de-palavras.html




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