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06/10/2023 - 10h49min

Reflexão 01 - Bispo André Nunes






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Por uma Igreja cristã, santa, bíblica, protestante e metodista

Leitura Bíblica – Atos 20:17-30

 

André Luiz de Carvalho Nunes, bispo.

 

Em um dos textos da liturgia de Recepção de Novos Membros (Ritual de Celebrações e Cerimônias da Igreja Metodista, 2018) há uma afirmação muito significativa. Assim está escrito: “A Igreja é de Deus, e será conservada até a consumação dos séculos, para a promoção do Seu Culto, pregação da Sua Palavra e devida ministração dos Sacramentos, para a manutenção da fraternidade cristã e edificação do Corpo, para o exercício do serviço ao próximo e a evangelização do mundo”. Ele reafirma, portanto, a missão e o propósito da Igreja na terra: A Glória de Deus, a comunhão e edificação do Corpo, o amor através do serviço ao próximo e o anuncio do Evangelho.                                

O pregador, escritor e avivalista Leonard Ravenhill, no seu livro: Porque tarda o Pleno Avivamento? assevera que, no atual contexto em que vivemos, a grande Missão da Igreja passa-se a de ser achada digna de ser chamada Igreja do Senhor.

Creio que Ravenhill tinha em mente as advertências do apóstolo Paulo aos Presbíteros de Éfeso, reunidos em Mileto (v. 17), quando os alerta sobre algumas situações que a Igreja enfrentaria no futuro.

Atos 20:18-35, de fato, é um discurso diferente dos demais de Paulo, narrado no livro de Atos. É o único proferido para um grupo de cristãos específico e possui vários paralelismos com temas expostos nas cartas paulinas – a referência ao seu serviço ao Senhor, suas perseguições, o fato de não deixar de ensinar, seu ministério tanto “a judeus como a gregos”, a necessidade de arrependimento, considerar sua vida como consumível e o terminar a carreira de modo digno.

inicialmente Paulo faz um relato sobre o seu ministério no mundo gentílico, e que, mesmo em meio ao sofrimento, ganhou muitas vidas para Cristo, estabelecendo por onde passava várias congregações, levantando autóctones para lidera-las.

Nos vs. 22 e 23, Paulo comunica que está indo para Jerusalém, não se intimidando em saber que prisões e aflições os esperavam.

No v. 24 ele declara que não considerava preciosa sua vida. O importante para ele era concluir com alegria o que lhe havia sido estabelecido pelo Senhor Jesus, que envolvia testemunhar das boas-novas da graça de Deus.

Paulo sabia que as coisas seriam muito difíceis em Jerusalém e que não mais encontrariam esses irmãos na terra (v. 25). Que os encontrariam na eternidade.

O apóstolo dos gentios declarou que estava limpo do sangue de todos porque tinha proclamado todo o conselho de Deus a eles (v.26). Significa dizer que ele havia sido fiel na proclamação do plano da salvação, inclusive o juízo vindouro. Portanto, ninguém podia acusá-lo de que não os havia advertido.

Ainda mais, Paulo usa a linguagem do pastoreio para descrever a responsabilidade dos líderes da Igreja de Éfeso, por extensão a todos os líderes para com a Igreja do Senhor.

No v. 28, Paulo faz algumas advertências aos líderes para ter cuidado com a sua saúde espiritual, física, emocional e ministerial, bem como familiar, atentando-os para o zelo que se deve ter com a Igreja, a Noiva de Cristo. A referência no final do v. 28 é a redenção, perdão, justificação, salvação por meio do sangue de Jesus. Isso reflete e reforça algumas declarações de Paulo em outros lugares textos bíblicos como em Romanos 3:25; Romanos 5:9 e Efésios 2:13.

Particularmente, não me preocupo com o que o mundo e as demais religiões acham de Jesus, da Bíblia, da Igreja e da fé cristã. O mundo jaz no maligno e as religiões vivem na cegueira e no engano. A preocupação de Paulo é assertiva pois devemos nos preocupar, e muito, é com o chamado “Fogo Amigo”. Paulo os chamam de Lobos vorazes e homens perversos (Atos 20:29-30).

A expressão “friendly fire” (fogo amigo) foi cunhada pelos americanos na década de 1960, durante a guerra do Vietnã, para caracterizar as situações em que, por erro de inteligência ou pela natural dificuldade de identificar posições no calor de uma batalha, soldados são alvejados por companheiros. O Fogo amigo hoje pode ser provocado por imperícia, imprecisão e dolo de um companheiro, um amigo. Alguém que outrora ombreou conosco nas fileiras do evangelho mas agora está desviado, fraco, adquiriu outras crenças e ideologias que acha conveniente e quer fazer com que todos acreditem e/ou aceitem essa “nova verdade”.

Paulo claramente não considerou a doutrina incorreta como algo de pouca importância. Ele chamou os falsos mestres de lobos vorazes porque a eternidade depende da correta compreensão do evangelho.

A Igreja primitiva sofreu com a tentativa de implantação de heresias através dos seus próprios líderes: Ário, Sabélio, Marcião, Montano, Apolinário, Pelágio, Nestório e outros, o que exigiu uma atuação da Igrejas em seus Concílios e a atuação dos Pais da Igreja que defenderam a fé cristã.

Nos tempos modernos, figuras como Charles Taze Russell (fundador das autointituladas Testemunhas de Jeová), Joseph Smith Jr. (fundador dos chamados Mórmons) e outros tantos que também vieram de Igrejas cristãs históricas, causaram e ainda hoje causam um grande estrago na Igreja.

Em tempos mais recentes, a Igreja do Senhor tem sido alvo das mais esquisitas e esdrúxulas tentativas de desvirtuação da sua identidade e seus propósitos. Necessitamos sempre rever se ainda estamos firmes na fé que uma vez foi dada aos santos (Judas v. 3), não fazendo da fé um negócio, ou acreditando ser possível atualizar a bíblia por achá-la arcaica, ou ainda, viver uma fé antropocêntrica.

Compreendemos e definimos a nossa querida Igreja Metodista como: cristã, santa, bíblica, protestante e metodista. Temos a nossa própria identidade, doutrina, costumes, história e um legado de fé que não nos permite, e não devemos, agir como crianças “agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro”.  Efésios 4:14. É nisto que cremos e defendemos ardorosamente.

Somos a Corpo, a Noiva, a Igreja de Cristo, “Igreja do Deus Vivo, Coluna e Baluarte da Verdade”. 1 Timóteo 3:15.

Que saibamos a razão da nossa existência: A Glória de Deus, a comunhão e edificação do Corpo de Cristo, o amor através do serviço ao próximo e o anúncio do Evangelho.                           

Que o Senhor da Igreja nos abençoe e nos dê a sua graça.




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