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Saia do túmulo (Mt 28:1-10)






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Na pastoral do bimestre anterior retomamos a mensagem crucial do evangelho: a cruz que Cristo assumiu por amor a nós. Desta vez trataremos do único remédio que age contra a morte: A RESSURREIÇÃO.

1 - Que cheiro é este?
Algumas situações ao nosso redor podem ser comparados a odores. Se fechamos os olhos e pensamos em algo, aquilo pode parecer tão bom que, se exalasse cheiro, seria certamente aquele que nos agrada. Vem até aquela vontade de inspirar profundamente e ficar ali para sempre, apreciando aquele odor. Por outro lado há situações que nos parecem tão ruins que é como se cheirassem muito mal. Como se delas exalassem desagrados, desafetos, incômodo, tristeza, mágoa, dor... E nada disto nos “cheira” bem. Se perguntássemos: “este cheiro exalado lembra a vida ou a morte”. Responderíamos: morte.

2 - Por falar em morte...
Se se fala em morte logo alguém pensa em cemitério. Para quem mora no Brasil (e no mundo ocidental como um todo) cemitério não é lá um lugar agradável. Sempre lembra perda, choro, desgosto, sofrimento. Alguns se lembram de enfermidades, violência, agressões. Outros/as se recordam de tragédias, de mortes súbitas, de traumas. Outros/as de filhos/as que se foram antes dos/as genitores/as. E alguns/as outros, que são exceção, podem até ver o cemitério como um lugar de paz, de sossego, de despedidas boas...
Cemitério é, na verdade, uma constatação da inevitável realidade humana: todos/as chegaremos a um fim único: a morte. A morte nos faz sentir que não somos assim tão poderosos/as quanto nos imaginamos. Seja rico/a ou pobre, alto/a ou baixo/a, nordestino/a ou sulista, todos/as nos encontraremos, um dia, a sete palmos abaixo da terra. Ai, ai ,ai... Quem gosta disto?

3 - Morte em vida
Gostando ou não, a morte nos aguarda. Porém, enquanto ainda estamos vivos/as, ainda temos que nos deparar com outra morte: aquela de quem está vivo/a, mas na verdade já está morto/a. Como assim?  Xente! É tão visível: são situações ou pessoas que, embora em meio aos/às vivos/as, nos lembram o cemitério e seus cheiros. Olhamos para aquelas situações ou pessoas e junto com olhar vem um “cheirinho” de desmoronamento, de decomposição, cores indefinidas, sinais de violência (vivida ou praticada), de injustiça, de escravidão, de ódio, de indiferença, de ... Cheiro de morte. Embora esteja tudo bem bonitinho na aparência, aquele “cheiro” denuncia que há ALGO ERRADO ALI. Tem cheiro de domínio do pecado.

4 - Vendo as fotos
Tenho certeza de que você já viu inúmeras fotos dessas pessoas. Claro que viu. Elas estão por toda parte. Vou só colocar algumas delas aqui:
a - Jovem dirige alcoolizado em São Paulo e atropela mãe e duas crianças. Mãe e um filho sobrevive e garota morre a caminho do hospital.
b - Jovem da cracolância morre após crises de desnutrição e
overdose;
c - Torcedores rubro-negros e alvi-rubros se enfrentam após jogo, deixando feridos/as graves, com possibilidade de morte.
d - “Três diálogos captados pela Polícia Federal indicam que o senador Demóstenes Torres (ex-DEM) negociou para que a Prefeitura de Anápolis pagasse R$ 20 milhões à empreiteira Delta.” (Folha de S Paulo, 22 de abril de 2012, Caderno A, p 12);
e - Apresentado o projeto Sombra e Água Fresca para uma comunidade local, líder diz: “não quero saber disto. Aqui não gastaremos tempo com crianças que não sejam da Igreja...” (depoimento de uma coordenadora local de SAF);
f - Jovem se converte no domingo à noite,em uma igreja local,  mas não há quem se prontifique a ser seu/sua discipulador/a.

5 - Este álbum fala
Quando você vê este álbum de fotos, tem vontade de levá-lo para casa? Gostaria de colocá-lo num porta-retrato bem bonito? Junto a outras fotos da família, ou de amigos/as, ou do dia da sua profissão na Igreja?
Acredito que não. Estas “fotos”, se bem “olhadas”, revelam a presença do ser humano dominado pelo pecado. E não só do ser humano, mas também de organismos ou estruturas grandes como: a política: escândalo envolvendo um senador, um “bicheiro” e uma grande construtora. O pecado não é o de uma única pessoa, mas de várias organizações que têm muitas pessoas. O pecado, neste caso, não é individual; ele é institucional. E ele é tão arraigado que há quem diga: “mas é assim mesmo. Todo mundo faz...” Estranho, não? É como se a humanidade já estivesse acostumada com o “mau cheiro” de toda esta “foto” de pecados. Portanto os danos ficam ainda mais sérios: o cheirinho da morte está em quem está envolvido com o pecado como também com quem se conforma em ser vítima do mesmo (eu não cometi o ato, mas aceito e fica tudo por isto mesmo.). Isto não se parece com atitudes de mortos-vivos? Com zumbis?
Estes álbuns falam mesmo que a morte não é apenas a física, mas também a da apatia frente a morte da alma, do bem, do amor, da justiça, da solidariedade, da vida longa, do respeito – enfim, de tudo aquilo que Deus pôs neste mundo e que é sinal da vida que Ele deu ao mesmo.

6 - Tem jeito prá morte?
Jesus não ficou morto. Ele ressuscitou. Aqueles/as que o condenaram entenderam que haviam adquirido a vitória sobre Jesus. Pensaram que ao enterrarem Jesus também estavam enterrando tudo que Jesus pregara, tudo que Ele profetizara, tudo que Ele denunciara... Parecia que não sofreriam mais incômodos do Filho de Deus, que ficava falando de criancinhas, de dízimo, de acolher pessoas arrependidas dos seus pecados, de não ser tropeço para quem busca a Deus, de resistir ao/a inimigo/a sem praticar violência, de perdoar pecados, da hipocrisia da religião, de não apedrejar a adúltera... Morria Jesus e com Ele tudo que ensinara. Que alívio.
Mas Jesus não permaneceu morto. Agora que morrera é que estava vivo pra sempre. Ele saira do túmulo, deixando lá a morte. E inaugurava o tempo de vida eterna. Aleluia

7 - Saia do túmulo!
E você? Ainda está no túmulo? Já se acostumou com o cheiro que a morte deixa neste mundo? Ou tem olhado para Jesus e tem caminhado em direção à vida e vida eterna?
É hora de sair do túmulo. Não só sair dele, mas fechá-lo para que ninguém mais entre. E sair faxinando tudo ao redor para que saia aquele cheiro ruim de quem está tomado de sujeira de morte. Chega de morte. Agora é semear a vida. É ir em busca de túmulos pra convidar a quem está lá: “Saia daí. Jesus já chegou e o Reino Dele é o seu lugar. Venha para fora”.
Assim é que, junto a Jesus e no poder do Espírito Santo, seremos tidos/as como aqueles/as que vivem pelo que crêem e não pelo que vêem. E que jamais se conformam com a existência da funerárias espirituais. Não trabalhamos para funerárias. Trabalhamos para Aquele que se decidiu por gerar “novos céus e novas terras”?
Túmulos? Sem chance.

Marisa de Freitas - Pastora no exercício do episcopado.


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